25 de abril de 2017

Observando uma águia-real (Aquila chrysaetos) na natureza

*por: Willian Menq.
A história que contarei a seguir é o resumo da realização de um sonho de infância, o de observar uma águia-real na natureza.

Para quem não conhece, a águia-real (Aquila chrysaetos) é uma das espécies mais populares e “cobiçadas” entre os apaixonados por aves de rapina. É uma ave que impõe respeito e admiração, frequentemente representada em brasões de reinos antigos, bandeira de países modernos e em documentários de vida selvagem, sendo considerada o protótipo básico de uma águia. Ela não ocorre no Brasil, mas possui uma distribuição bastante extensa ocorrendo em várias regiões montanhosas do hemisfério norte.

25 de março de 2017

Melhores horários para a observação de aves de rapina em voo

Qual o melhor horário para encontrar rapinantes florestais planando?

*por: Willian Menq.

Encontrar um gavião-pega-macaco (Spizaetus tyrannus) pousado na mata é sem dúvidas, muito difícil. Por outro lado, se o observador conhecer “os horários dos gaviões”, registrar essa mesma espécie em voo será bem mais fácil.

Dessa forma, a maneira mais fácil e eficiente de registrar rapinantes florestais é ir a campo nos horários de maior atividade de voo dessas aves. De maneira geral, o melhor horário para observar aves de rapina em voo é no período entre o final da manhã e início da tarde, período em que as correntes de ar ascendentes estão mais favoráveis e essas aves aproveitam para planar e/ou se deslocar pelo seu território. Esse período é o que chamamos de “horário das térmicas” ou “horário dos gaviões”.

15 de janeiro de 2017

Uso do flash e lanternas potentes prejudicam a visão das corujas?

*por: Willian Menq.
Fotografar corujas é, sem dúvidas, uma atividade fascinante e desafiadora! A maioria das espécies são noturnas e difíceis de serem encontradas, sendo necessário o uso de lanternas e flash para uma boa foto. Mas será que o uso de lanternas e flash estressa/prejudica a visão das corujas?

Muitos observadores de aves acreditam que o uso moderado desses aparatos não causa nenhum dano às aves, já outros não tem tanta certeza.

13 de novembro de 2016

Falcões-de-coleira “seguindo” emas e seriemas para caçar

Foto: Jessica N. Menq.
*por: Willian Menq.
Algumas espécies de rapinantes possuem o curioso hábito de seguir outros animais para aumentar suas oportunidades de caça. Existem vários artigos relatando a associação de aves de rapina com formigas-de-correição, quatis, saguis, macacos, capivaras, babuínos, lobos e alguns outros mamíferos. Normalmente os rapinantes usam eles como “batedores”, capturando as presas espantadas ou atraídas pelas atividades desses animais.

Em agosto do ano passado, eu e minha companheira Jessica M. Nascimento, tivemos a oportunidade de observar um comportamento bastante interessante, falcões-de-coleira (Falco femoralis) seguindo seriemas (Cariama cristata) e emas (Rhea americana).

1 de novembro de 2016

Gavião-bombachinha (Harpagus diodon) retorna todos os anos aos mesmos locais?


*por: Willian Menq.
Sabemos hoje, graças ao trabalho de Lees & Martin (2015), que o gavião-bombachinha (Harpagus diodon) é um migrante regular na América do Sul. Entre os meses de outubro-fevereiro é encontrado nas florestas do sul, sudeste e parte do centro-oeste do Brasil, onde também se reproduz, migrando para a região amazônica durante o inverno (maio-agosto). Porém, outros detalhes de seus movimentos migratórios, como rotas migratórias, fidelidade aos locais de invernagem/nidificação, permanecem desconhecidos.

23 de outubro de 2016

IV Conferência Neotropical de Aves de Rapina

*por: Willian Menq.
Semanas atrás, aconteceu entre os dias 10 e 13 de outubro a IV Conferência Neotropical de Aves de Rapina, na cidade de La Fortuna/Costa Rica, organizada pela The Peregrine Fund, Neotropical Raptor Network e pela Fundação Rapaces de Costa Rica.

Trata-se de um importante evento sobre aves de rapina que reuniu pesquisadores de todas as regiões das Américas, onde foram apresentadas suas pesquisas mais recentes, soluções e desafios.

4 de outubro de 2016

Falcão-tanatau (Micrastur mirandollei) é redescoberto na Mata Atlântica

Foto: Wagner Coppede.
Nesta semana a ornitologia brasileira foi presenteada com uma notícia fantástica, a redescoberta do falcão tanatau (Micrastur mirandollei) na Mata Atlântica.

O incrível registro foi realizado pelos observadores de aves Wagner Coppede, Susana Coppede e Justiniano Magnago na Reserva Natural Vale, Linhares/ES, em maio deste ano, publicado a poucos dias no Wikiaves. Segundo os autores, a ave foi visualizada cruzando em voo rápido uma pequena estrada próxima da sede da reserva.

12 de setembro de 2016

A redescoberta da harpia no Rio Grande do Sul

Harpia no PE do Turvo, março de 2015.
Foto: DAM.
*por: Dante Meller.
Vários são os aspectos que fazem da harpia uma das águias mais emblemáticas para os amantes da ornitologia. Além do enorme tamanho e da incomparável imponência, sua raridade é um dos atributos de destaque. Atualmente, a espécie já desapareceu de grande parte das florestas tropicais onde antes reinava absoluta no dossel florestal.

No Rio Grande do Sul, apesar de ter sido considerada extinta por longo período, a harpia recentemente decidiu se revelar...

A verdade é que hoje em dia para se ver uma harpia o melhor é ir para a Amazônia mesmo. Na Mata Atlântica, infelizmente, sobraram pouquíssimas, com a maior parte dos registros provenientes do Espírito Santo e Bahia. Ao sul, ela tem sido encontrada mais frequentemente em Misiones (Argentina).