6 de fevereiro de 2019

O comportamento de brincar do falcão-de-peito-laranja

Foto: Kennia Mariela.
No mês passado, no município de Aragarças/GO, a observadora de aves Kennia Mariela encontrou dois jovens falcões-de-peito-laranja (Falco deiroleucus) e registrou alguns comportamentos inéditos para a espécie.

A observadora encontrou os falcões empoleirados em uma árvore seca na área rural da cidade. Eram indivíduos jovens, com idade estimada em 80-90 dias (geralmente saem do ninho com 60 dias de vida), oriundos de algum ninho da região.

14 de janeiro de 2019

Casal de harpias confinadas em um pequeno fragmento florestal

Foto: Carlos Tuyama.
Em Rolim de Moura, Rondônia, um casal de harpias sobrevivem em um fragmento florestal de pouco mais de 350 hectares (3,5 km²). O casal possui um ninho ativo no fragmento, que é cercado por pastagens e lavouras de soja. Possivelmente seja uma das menores áreas a suportar um casal de harpia reproduzindo-se.

Carlos Tuyama, pesquisador do Projeto Harpia - Núcleo Rondônia, está monitorando esse e outros 11 sítios reprodutivos de harpias na região, sendo desses 7 ninhos ativos.

26 de dezembro de 2018

Nova espécie de águia para o Brasil

No último mês, o ornitólogo e engenheiro florestal Tony Bichinski registrou uma nova espécie de ave para o Brasil: a águia-solitária (Buteogallus solitarius).

Tony encontrou a ave durante uma pesquisa de campo que conduzia nas florestas de encosta da Amazônia roraimense. Era um indivíduo adulto, cuja coloração e grande porte chamaram a atenção do pesquisador que imediatamente garantiu o registro fotográfico. Trata-se do primeiro indivíduo da espécie em território brasileiro.

15 de dezembro de 2018

Procurando rapinantes na África do Sul

Águia-de-bateleur (T. caudatus).
*por: Willian Menq
No mês passado fui para a África do Sul participar da Conferência Internacional de Aves de Rapina, organizada pela Raptor Research Foundation. O evento ocorreu entre os dias 12 e 16 de novembro, sediado no Skukuza Rest Camp, dentro do famosíssimo Parque Nacional Kruger. Fui acompanhado dos amigos "rapinólogos" Pedro Scherer-Neto e Rômulo Silva.

Nosso principal objetivo foi procurar as aves de rapina africanas. Alugamos um carro em Johannesburgo para ter uma maior liberdade nos nossos “safáris" e procurar a bicharada por conta própria.

17 de outubro de 2018

Resultados do I Censo Simultâneo de Aves de Rapina nos Campos Gerais do Paraná


* por: Willian Menq.
No dia 29 de setembro aconteceu o 1º Censo Simultâneo de Aves de Rapina no Paraná, organizado pelo Instituto Neotropical de Pesquisa e Conservação e site Aves de Rapina Brasil, com apoio do Parque das Aves, IAP/Parque Estadual do Guartelá e Museu de História Natural “Capão da Imbuia”.

3 de agosto de 2018

I Censo simultâneo de aves de rapina nos campos gerais paranaenses

Dia 29 de setembro de 2018 ocorrerá o 1º censo simultâneo de aves de rapina no Paraná, organizado pelo Instituto Neotropical, pelo site Aves de Rapina Brasil, com apoio do IAP, Museu de História Natural Capão da Imbuia e Parque das Aves. O censo será realizado na região dos campos gerais, principalmente nos municípios de Tibagi, Jaguariaíva, Piraí do Sul, Castro, Carambeí e Ponta Grossa.

O objetivo do censo será registrar a presença de qualquer espécie de ave de rapina diurna (Accipitridae, Falconidae e Cathartidae) na região, com atenção especial as espécies raras e ameaçadas de extinção.

16 de julho de 2018

Os gaviões-pega-macaco de Campo Grande (MS)

*por: Willian Menq
O gavião-pega-macaco (Spizaetus tyrannus) é um velho conhecido dos observadores de aves de Campo Grande, MS. Ele é frequentemente avistado nas áreas verdes da cidade, especialmente na região do Parque das Nações Indígenas, Parque do Prosa e nos arredores do campus da UFMS. De aparência inconfundível, vocaliza com frequência durante seus voos circulares pela manhã.

21 de maio de 2018

A coruja nova do Pico da Neblina

Reprodução: BBC News. 
Em novembro do ano passado, o ornitólogo Luís Fábio Silveira encontrou uma nova espécie de coruja nas florestas do Pico da Neblina.

*por: Willian Menq. 
Durante a primeira grande expedição científica a uma das regiões mais remotas da Amazônia, o Pico da Neblina, o ornitólogo e curador do Museu de Zoologia da USP, Luís Fábio Silveira, encontrou uma nova espécie de coruja para o Brasil (e para a ciência). A nova espécie pertence ao gênero Glaucidium, foi coletada a cerca de 2.200 m de altitude, bem na parte alta do pico.